Apac aponta leve recuperação em reservatórios de Pernambuco, mas maioria segue em colapso

Dados divulgados pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) mostram que a situação de grande parte dos reservatórios de Pernambuco ainda é crítica, embora alguns tenham apresentado pequena recuperação nos níveis de água.

De acordo com o levantamento, dos 23 reservatórios que estavam em colapso no dia 6 de janeiro deste ano, apenas a barragem de Barriguda, localizada em Araripina, no Sertão, passou para a condição de pré-colapso, atingindo volume entre 10% e 30% da capacidade.

Entre as 22 barragens que permanecem em colapso, nove apresentaram aumento no volume de água em relação à medição anterior. Um dos casos é o reservatório de Jucazinho, em Surubim, no Agreste, que passou de 0,45% para 1,86% da capacidade em cerca de dez dias, segundo dados da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). A barragem é responsável pelo abastecimento de 13 municípios da região.

Por outro lado, nove reservatórios registraram redução no volume de água armazenado, enquanto outros permaneceram com 0% da capacidade.

O levantamento também aponta que seis barragens estão vertendo atualmente, todas localizadas no Agreste, na Zona da Mata Sul e na Região Metropolitana do Recife. Além disso, outros 46 reservatórios operam com volumes entre 30% e 100% da capacidade.

Entre os sete reservatórios de maior capacidade de armazenamento do estado, quatro apresentaram aumento no volume de água, enquanto dois registraram redução.

A barragem de Chapéu, localizada em Parnamirim, permanece com 0% da capacidade.

Confira os níveis dos principais reservatórios do estado:

Eng. Francisco Saboia, em Ibimirim: 38,36%
Serrinha II, em Serra Talhada: 34,23%
Entremontes, em Parnamirim: 2,06%
Serro Azul, em Palmares: 11,54%
Carpina, em Lagoa do Carro: 20,28%
Jucazinho, em Surubim: 1,87%
Chapéu, em Parnamirim: 0%

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