
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu as investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida após agressões registradas na madrugada de 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis.
O animal não resistiu aos ferimentos e foi submetido à eutanásia no dia seguinte. De acordo com a corporação, quatro adolescentes foram identificados como responsáveis pelas agressões que resultaram na morte do cão.
Eles também teriam participado de uma tentativa de afogamento de outro animal, conhecido como Caramelo, que conseguiu escapar. Além disso, três adultos foram indiciados por coação a testemunha durante o andamento do inquérito.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), com apoio de uma força-tarefa envolvendo órgãos de segurança pública do estado. Segundo a PCSC, foram analisadas mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras e ouvidas 24 testemunhas.
A Polícia informou ainda que oito adolescentes chegaram a ser investigados. Um software utilizado para análise de localização contribuiu para esclarecer a dinâmica dos fatos e apontar contradições em depoimentos. Um dos adolescentes, apontado como autor do ataque, viajou aos Estados Unidos no mesmo dia em que a investigação teve início e retornou ao Brasil no fim de janeiro, quando foi interceptado no aeroporto.
Durante o inquérito, familiares do jovem também passaram a ser investigados por tentativa de ocultação de provas. Peças de roupa usadas no momento da agressão teriam sido escondidas, segundo a Polícia.
Laudos da Polícia Científica indicaram que o cão sofreu um forte impacto na cabeça, causado por objeto contundente. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário. Diante da gravidade, a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente envolvido, medida prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).



