
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), comemorou na noite deste sábado (31) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que determinou à Polícia Federal a apuração de investigações conduzidas pela Polícia Civil contra servidores da Prefeitura do Recife.
A manifestação foi feita por meio das redes sociais. Na avaliação do prefeito, a decisão do STF reconhece a gravidade do caso e reforça a necessidade de apuração imparcial.
João Campos afirmou que a Polícia Federal passa a investigar uma suposta ação clandestina de monitoramento e espionagem ilegal, atribuída à Polícia Civil, e levantou questionamentos sobre a origem e os interesses por trás da investigação. Ele também citou o fato de o episódio ocorrer em ano eleitoral.
O prefeito destacou que, desde o início, alertou para a seriedade da situação e afirmou ser favorável a investigações, desde que respeitem a legislação. Segundo ele, a decisão do STF reforça que não deve haver vigilância com finalidade política, nem em Pernambuco nem no país.
João Campos também declarou que atos dessa natureza não podem ficar impunes e avaliou que a atuação da Polícia Federal será fundamental para esclarecer os fatos até o fim. Ao mesmo tempo, ressaltou seu respeito à Polícia Civil, afirmando que a instituição não pode ser utilizada como instrumento político ou paralela às normas legais.
Na publicação, o prefeito afirmou ainda que não será conivente com atitudes ilegais ou clandestinas que estimulem perseguição eleitoral e demonstrou confiança de que a verdade será esclarecida, com a devida responsabilização de quem teria dado ordens irregulares.
A investigação da Polícia Civil teve como alvos o secretário municipal de Articulação e Política Social, Gustavo Monteiro, e seu irmão, Eduardo Monteiro, assessor da Prefeitura do Recife.
Uma denúncia anônima apontava suposto recebimento de propina. Um grupo formado por delegados e agentes foi designado para apurar o caso, mas não houve comprovação das acusações. Apesar disso, a investigação vazou para a imprensa, gerando acusações de perseguição política, o que é negado pelo Governo do Estado.



