Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

(Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

O Brasil encerrou o trimestre final de 2025 com taxa de desocupação de 5,1%, a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. No consolidado do ano, o índice médio ficou em 5,6%, também o mais baixo da série iniciada em 2012.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, o número de pessoas ocupadas chegou a 103 milhões ao longo do ano. Outro destaque foi o rendimento médio mensal do trabalhador, que atingiu R$ 3.560, valor recorde e 5,7% superior ao registrado em 2024, o que representa um acréscimo de R$ 192.

O contingente de trabalhadores com carteira assinada também alcançou o maior patamar da série, totalizando 38,9 milhões de pessoas, cerca de 1 milhão a mais do que no ano anterior.

Entre os principais indicadores de 2025, o número de desocupados foi estimado em 6,2 milhões, uma redução de aproximadamente 1 milhão de pessoas (-14,5%) em relação a 2024. Os empregados da iniciativa privada sem carteira assinada somaram 13,8 milhões, enquanto o número de trabalhadores domésticos foi de 5,7 milhões. Já os trabalhadores por conta própria chegaram a 26,1 milhões, o maior volume já registrado.

A taxa anual de informalidade recuou de 39% em 2024 para 38,1% em 2025. Para a coordenadora da Pnad Contínua, Adriana Beringuy, o índice ainda é significativo e reflete características estruturais do mercado de trabalho brasileiro, especialmente a forte presença da informalidade nos setores de comércio e serviços.

A Pnad considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação. Já o Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aponta que dezembro teve saldo negativo de 618 mil vagas formais, embora o acumulado de 2025 tenha registrado saldo positivo de cerca de 1,28 milhão de empregos com carteira assinada.

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