
Um levantamento divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia aponta crescimento expressivo no número de mortes em acidentes de trânsito envolvendo condutores sob efeito de álcool nas rodovias federais do estado.
Em comparação com o mesmo período de 2024, quando 15 pessoas morreram nessas circunstâncias, o total subiu para 27 óbitos no ano passado, um aumento superior a 80%. O dado considera apenas as vítimas que morreram ainda no local do acidente.
Além do avanço no número de mortes, o estudo também indica aumento nos registros de acidentes e de pessoas feridas. As ocorrências passaram de 194 para 224, enquanto o número de feridos subiu de 197 para 210. Para a PRF, os números reforçam que a associação entre álcool e direção segue como um dos principais fatores de risco no trânsito.
Segundo a corporação, os acidentes com presença de embriaguez costumam envolver múltiplas causas, como excesso de velocidade, ultrapassagens e manobras irregulares. A ingestão de álcool compromete a capacidade de reação e a percepção do condutor, aumentando a probabilidade de comportamentos inseguros.
O levantamento também mostra que os fins de semana concentram quase 70% das mortes, com maior incidência aos sábados e domingos. Outro padrão identificado é o horário de risco: a partir das 15h há crescimento das ocorrências, com pico entre 18h e 22h.
Em resposta, a PRF intensifica a fiscalização nesses períodos. Somente em 2025, mais de 230 mil testes de alcoolemia foram realizados na Bahia. Desse total, mais de 4 mil motoristas foram autuados por dirigir após consumir álcool ou por recusar o teste. Em 116 casos, houve enquadramento como crime de trânsito, com encaminhamento à Justiça.
A PRF reforça que dirigir sob influência de álcool é infração gravíssima, sujeita a multa, suspensão da CNH e, em casos mais graves, pena de detenção. A instituição alerta que mesmo pequenas quantidades de álcool podem comprometer a segurança viária.



