
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, alertou nesta terça-feira (27) para o crescimento da circulação de desinformação com a proximidade das eleições de 2026.
Segundo a ministra, a propagação de conteúdos falsos tem sido utilizada de forma intencional para gerar descrença no processo democrático e influenciar de maneira indevida a vontade do eleitor.
O alerta foi feito durante a abertura de um seminário promovido pela Justiça Eleitoral sobre segurança, comunicação e desinformação no processo eleitoral.
Na ocasião, Cármen Lúcia destacou que as tecnologias não são prejudiciais por si mesmas, mas podem causar danos quando usadas de forma inadequada. Para ela, mentiras disseminadas com o uso de ferramentas tecnológicas têm potencial de comprometer a liberdade de escolha do eleitor.
A ministra também criticou tentativas de interferência no processo democrático por meio da manipulação da informação. De acordo com Cármen Lúcia, a dúvida provocada artificialmente corrói as bases de uma eleição legítima e compromete a confiança da sociedade nas instituições.
Durante o discurso, a presidente do TSE defendeu que o combate à desinformação deve ocorrer de forma firme, porém tranquila, para garantir que o processo eleitoral transcorra sem tumultos ou episódios de violência. Ela reforçou que a eleição precisa assegurar a livre manifestação da vontade popular, sem pressões externas ou ataques à liberdade de escolha.
O seminário é voltado a servidores dos Tribunais Regionais Eleitorais, que se preparam para o próximo ciclo eleitoral. Cármen Lúcia permanece na presidência do TSE até agosto, quando o ministro Nunes Marques deverá assumir o cargo.
As eleições de 2026 terão o primeiro turno realizado em 4 de outubro e o segundo, se necessário, em 25 de outubro. Os eleitores irão escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Atualmente, o TSE conduz uma consulta pública sobre as regras eleitorais, que devem ser aprovadas até 5 de março, incluindo normas sobre o uso de tecnologias e o enfrentamento à desinformação.



