Zema confirma candidatura à Presidência e defende anistia a Bolsonaro em caso de vitória

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmou que será candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. A declaração foi feita durante visita ao Diario, nesta segunda-feira (26).

Segundo ele, caso seja eleito, uma de suas primeiras medidas como chefe do Executivo será editar um decreto concedendo anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.

Zema afirmou considerar as condenações desproporcionais e classificou o cenário como perseguição política. Para o governador, há diferença entre intenções manifestadas e atos concretos, argumento que, segundo ele, deveria ser levado em conta nas decisões judiciais.

Ao comentar o cenário eleitoral, Zema avaliou que a direita deverá contar com dois ou três nomes na disputa presidencial, citando possíveis candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e Ratinho Júnior (PSD). Na visão do mineiro, o maior número de candidatos tende a ampliar o volume de votos do campo conservador e aumentar as chances de vitória no segundo turno em 2026.

Questionado sobre o risco de fragmentação da direita, o governador afirmou que o contexto atual é diferente do vivido pela esquerda em 2018, quando, apesar da divisão, o PT chegou ao segundo turno. Para ele, aquele pleito foi marcado por forte rejeição à política tradicional e por escândalos que afetaram diretamente partidos de esquerda.

Zema também avaliou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PSD), deverá priorizar a reeleição estadual, por estar em primeiro mandato e bem avaliado. Segundo ele, uma candidatura presidencial de Tarcísio neste momento poderia abrir espaço para a oposição vencer em São Paulo. O mineiro destacou ainda que o governador paulista teria condições de disputar a Presidência em 2030.

Durante a visita, Zema afirmou não se considerar um político radical e disse defender uma “direita lúcida” no comando do país. Segundo ele, governar passa pelo diálogo e pela argumentação, sem ataques a quem pensa diferente.

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