
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou nas redes sociais nesta terça-feira (13) críticas à maneira como a Polícia Federal tem lidado com o ruído em torno da Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena na Superintendência da corporação, em Brasília (DF).
De acordo com Carlos, o ar-condicionado central instalado próximo à cela de Bolsonaro estaria produzindo um som contínuo que, segundo ele, compromete o descanso do ex-presidente.
Em vez de adotar alterações no sistema ou no ambiente para eliminar a fonte do ruído, a solução apresentada às autoridades foi fornecer protetores auriculares para o próprio custodiado, o que, na avaliação do filho do ex-mandatário, seria insuficiente.
“No lugar de eliminar a causa do problema, foi fornecido ao custodiado um dispositivo para abafar o barulho”, escreveu Carlos Bolsonaro em sua conta no X (antigo Twitter), destacando que isso demonstraria ciência por parte dos responsáveis sobre a situação adversa enfrentada pelo preso.
O ex-vereador afirmou ainda que o ruído constante, a “privação de descanso” e o que chamou de “ambiente hostil” configurariam um tratamento degradante, especialmente considerando o quadro de saúde de Jair Bolsonaro, embora não tenha apresentado detalhes técnicos sobre esse quadro.
Jair Bolsonaro está detido desde o final de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma organização criminosa em tentativa de golpe de Estado.
A Polícia Federal reconheceu a existência de ruídos no ambiente, mas informou ao STF que a eliminação ou redução significativa do som exigiria intervenções estruturais complexas, o que poderia comprometer o funcionamento da própria Superintendência.
Familiares de Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também têm criticado as condições de detenção, afirmando que ele estaria sujeito a um tratamento que consideram inadequado.
Procurada para comentar as declarações, a Polícia Federal ainda não divulgou posicionamento oficial sobre as reclamações publicadas por Carlos Bolsonaro até o momento.



