Benefícios do INSS acima do mínimo têm reajuste de 3,9% a partir de janeiro de 2026

Os segurados da Previdência Social que recebem benefícios acima do salário mínimo terão reajuste de 3,9% em 2026, conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Os novos valores foram oficializados por meio da Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, assinada na sexta-feira (9), com efeitos retroativos a 1º de janeiro deste ano.

Com a atualização, o teto dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. Atualmente, mais de 12,2 milhões de benefícios têm valor superior ao piso previdenciário, que em 2026 foi fixado em R$ 1.621,00, equivalente ao salário mínimo nacional.

De acordo com o calendário do INSS, os segurados que recebem acima do mínimo começarão a receber os valores corrigidos a partir do dia 3 de fevereiro.

As faixas de contribuição dos trabalhadores empregados, domésticos e avulsos também foram atualizadas. As alíquotas ficaram definidas em 7,5% para quem recebe até R$ 1.621,00; 9% para rendimentos entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84; 12% para salários de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27; e 14% para quem ganha entre R$ 4.354,28 e R$ 8.475,55. As contribuições referentes aos salários de janeiro serão recolhidas apenas em fevereiro.

O piso previdenciário, que corresponde ao valor mínimo de benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e pensão por morte, permanece em R$ 1.621,00. O mesmo valor se aplica ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), à renda mensal vitalícia e a pensões especiais.

Já o benefício destinado a seringueiros e seus dependentes passa a ser de R$ 3.242,00. A cota do salário-família foi reajustada para R$ 67,54, válida para segurados com remuneração mensal de até R$ 1.980,38.

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