
Os turistas Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, agredidos por barraqueiros no último sábado (27) na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, afirmaram que o episódio não reflete o povo pernambucano. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais de Johnny na noite da quinta-feira (1º).
Moradores do estado de Mato Grosso, os dois relataram que a confusão começou após se recusarem a pagar o valor cobrado pelo uso de cadeiras de praia, que, segundo eles, teria sido reajustado de R$ 50 para R$ 80 sem aviso prévio. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Porto de Galinhas.
No pronunciamento, o casal atribuiu a responsabilidade pelo ocorrido exclusivamente aos envolvidos na agressão e destacou que recebeu mensagens de apoio e solidariedade de internautas pernambucanos. Eles também afirmaram que foram bem atendidos em outros pontos turísticos e estabelecimentos comerciais da região.
Cleiton Zanatta declarou que não há qualquer sentimento negativo em relação às praias do Nordeste e ressaltou que não foram eles os responsáveis por eventuais prejuízos ao comércio local. Johnny Andrade acrescentou que considera a possibilidade de retornar a Porto de Galinhas futuramente.
Após o episódio, Johnny e Cleiton passaram o Ano Novo em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a convite da Associação de Bares e Restaurantes (Abres), como gesto de acolhimento. Segundo eles, a decisão de viajar foi difícil, mas entenderam a importância de seguir com a rotina e dar visibilidade ao caso.
Em resposta ao ocorrido, a Prefeitura de Ipojuca publicou o Decreto nº 149/2025, que reforça regras para o comércio na orla, proibindo práticas abusivas como cobrança de taxas indevidas e consumação mínima. A barraca envolvida teve as atividades suspensas temporariamente, e os funcionários citados foram afastados até a conclusão das investigações.



