Golpe do bilhete premiado continua fazendo vítimas, principalmente idosos

(Foto: Internet)

Mesmo sendo conhecido há mais de um século, o golpe do bilhete premiado segue fazendo novas vítimas no Brasil.

A prática criminosa voltou a ser destaque após investigação exibida pelo programa Fantástico, que mostrou como estelionatários adaptam o esquema antigo para enganar pessoas com promessas de ganhos fáceis.

O golpe costuma envolver pelo menos dois criminosos. Um deles se apresenta como portador de um suposto bilhete premiado de loteria, alegando não poder receber o dinheiro por algum impedimento pessoal. Em seguida, outro integrante do grupo surge como alguém disposto a “ajudar”, reforçando a falsa história e criando um ambiente de confiança.

Em São Paulo, câmeras de segurança flagraram a atuação dos irmãos Luiz Cláudio dos Santos e Paulo Cézar dos Santos, que aplicaram o golpe em um idoso de 88 anos. Ele entregou R$ 70 mil acreditando estar comprando um bilhete premiado, que depois se revelou apenas um envelope com papéis. Em outros casos, vítimas chegaram a contrair empréstimos ou transferir grandes quantias ao longo de semanas, acumulando prejuízos milionários.

Segundo a Polícia Civil, idosos são os principais alvos. Especialistas apontam que os criminosos utilizam pressão emocional e técnicas de convencimento para reduzir a capacidade de reação das vítimas. O sentimento de vergonha após o prejuízo também contribui para a subnotificação dos casos.

Dados do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) indicam 382 ocorrências registradas em São Paulo até dezembro de 2025, número que pode ser maior devido à falta de denúncias. A Caixa Econômica Federal reforça que não confirma prêmios por telefone ou internet, e a Febraban orienta que ninguém entregue dinheiro a desconhecidos e registre ocorrência em caso de fraude.

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