Ministro da Educação explica anulação de questões do Enem e diz que PF vai investigar possível vazamento

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta terça-feira (18), em entrevista à TV Educativa do Ceará, que a anulação de três questões do Enem ocorreu por precaução, com o objetivo de garantir a lisura do exame.

A suspeita de vazamento será investigada pela Polícia Federal. Segundo o ministro, o Enem utiliza um banco de itens que passam por pré-testes aplicados a grupos de estudantes.

Ele explicou que uma das suspeitas envolve uma pessoa que participou dessa etapa e comentou sobre questões semelhantes em uma transmissão ao vivo. Mais cedo, o Inep informou ter recebido relatos de antecipação de perguntas similares às aplicadas no exame deste ano.

Camilo Santana destacou que a anulação busca evitar prejuízos aos candidatos. O ministro acrescentou que a aplicação foi considerada bem-sucedida e pediu tranquilidade aos participantes.

A apuração sobre possíveis fraudes ficará a cargo da Polícia Federal, já que o Enem é uma prova de responsabilidade federal, coordenada pelo Inep.

O MEC explicou ainda que o processo de elaboração utiliza a Teoria da Resposta ao Item (TRI), metodologia que exige a realização de pré-testes para calibrar o nível de dificuldade das questões. Os itens aprovados passam a integrar o Banco Nacional de Itens, usado para compor futuras edições do exame.

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