
Durante sessão plenária na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta quinta-feira (7), parlamentares debateram a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados que pretende equiparar facções criminosas a organizações terroristas. O tema gerou divergências entre os deputados estaduais.
O deputado Coronel Alberto Feitosa (PL) criticou a posição do Governo Federal, que se manifestou contrário ao projeto. Ele direcionou as críticas à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que declarou a oposição do Executivo à proposta.
“Atormentar quem está em casa, impedir a entrada e saída de moradores com barricadas e obrigar comerciantes a pagar pedágio… isso não é terror? Vimos uma ministra dizer que vai trabalhar contra o Congresso Nacional nesse enfrentamento. Isso é absurdo”, afirmou Feitosa.
Em aparte, o deputado Antônio Moraes (PP) apoiou a proposta e citou a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou em 117 mortes, segundo dados divulgados no último dia 28.
“O problema hoje não é mais o Rio, é nacional. Há pessoas de vários estados fazendo estágio com o crime organizado para aplicar depois no Nordeste e Centro-Oeste”, destacou.
Já a deputada Dani Portela (Psol) criticou a operação no Rio e defendeu o uso de planejamento e inteligência no enfrentamento ao crime organizado.
“Na Faria Lima, em São Paulo, foi deflagrada a Operação Carbono Oculto, que atingiu o capital financeiro que financia o crime. Lá, nenhuma gota de sangue foi derramada”, observou.
Encerrando o debate, a líder do Governo, Socorro Pimentel (União Brasil), elogiou a Polícia Civil de Pernambuco pela prisão de um chefe do Comando Vermelho no Sertão do Araripe.
“Vivemos um cenário de vulnerabilidade preocupante, com ramificações dessas facções em diversos locais”, afirmou.



