
A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou como “matança” a megaoperação policial que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, provocou forte repercussão entre parlamentares.
Aliados do governo defenderam o posicionamento de Lula, enquanto membros da oposição o acusaram de “desrespeitar as forças policiais”.
O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o discurso do presidente “reflete a posição oficial do governo”. “Nas mortes dos bandidos que aconteceram lá, houve inocentes no meio. Isso não pode ser assim. É uma reação correta do presidente Lula”, declarou o parlamentar.
Durante entrevista a correspondentes internacionais, Lula defendeu uma investigação sobre as circunstâncias da operação, chamando-a de “desastrosa do ponto de vista da ação do Estado” e reforçando que o governo federal tenta atuar na apuração por meio de peritos da Polícia Federal.
A oposição reagiu com críticas. O senador Márcio Bittar (PL-AC) acusou o presidente de não reconhecer o trabalho dos policiais mortos e disse que Lula “criminaliza quem combate o crime”. Nas redes sociais, Alexandre Ramagem (PL-RJ) afirmou que o presidente “desmoraliza as forças de segurança”, enquanto Ciro Nogueira (PP-PI) declarou que “Lula escolheu o lado dos bandidos”.
Outros parlamentares, como Magno Malta (PL-ES), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Cabo Gilberto (PL-PB) também se manifestaram em tom crítico.
O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPI do INSS, afirmou que o presidente “esqueceu dos policiais mortos que perderam a vida na luta contra o crime”.



