
Na última quarta-feira (1º), a Justiça Federal concedeu uma decisão liminar suspendendo o edital da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que previa a criação de uma turma do curso de medicina destinada a beneficiários da reforma agrária. A medida gerou ampla repercussão na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Enquanto o mérito do caso ainda não foi decidido pelo Judiciário, o debate segue na Alepe. A UFPE já anunciou que recorrerá em todas as instâncias.
Na terça-feira (30), o deputado João Paulo (PT) utilizou o grande expediente para defender a iniciativa, criticando os opositores e afirmando que a medida combate o “racismo de classe” presente na sociedade brasileira, que limita o acesso de pobres, negros, camponeses e indígenas a oportunidades antes reservadas às elites.
O parlamentar recebeu apoio de Dani Portela (PSOL), enquanto Coronel Alberto Feitosa (PL) e Renato Antunes (PL) se posicionaram contra o edital.
Feitosa comemorou a suspensão, classificando como “absurdo” selecionar futuros médicos sem critérios públicos ou comprovação de capacidade. Renato Antunes reforçou a crítica, afirmando que a medida ignora o Enem e a seleção por mérito, gerando indignação em milhares de pessoas.
O caso continua em análise, e a decisão final poderá impactar futuras políticas de acesso de grupos sociais historicamente excluídos em cursos universitários.



