
O advogado Paulo Cunha Bueno, que integra a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (2) que a custódia domiciliar imposta ao seu cliente foi uma medida “excessiva e sem justificativa”.
A declaração foi dada na saída do primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). “Ele nunca deveria ter sido custodiado em custódia domiciliar. Isso não deveria ter acontecido”, disse Bueno.
Segundo o advogado, Bolsonaro não compareceu à sessão por motivos de saúde. “Está debilitado, mas segue acompanhando o processo”, explicou. Questionado sobre a possibilidade de prisão domiciliar em caso de condenação, ele descartou a hipótese: “Eu não estou trabalhando, por enquanto, com a hipótese de ele ser condenado”.
Bueno ressaltou ainda que o ex-presidente tem cumprido todas as medidas cautelares determinadas pela Justiça. “Ele sempre seguiu as cautelares, sempre compareceu a todos os atos do processo, inclusive aqueles que não era obrigado. Vou lembrar vocês que ele veio aqui no dia do julgamento do recebimento da denúncia, porque ele não era obrigado”, destacou.



