
(Valter Campanato/Agência Brasil)
O Exército Brasileiro anunciou que não permitirá manifestações nas proximidades de quartéis durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de tentativa de golpe de Estado. O processo terá início no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima terça-feira (2) e seguirá até o dia 12.
A orientação também se estende ao dia 7 de setembro, feriado da Independência, quando tradicionalmente ocorrem atos políticos no país. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.
Após as eleições de 2022, apoiadores de Bolsonaro chegaram a montar acampamentos em frente a unidades militares, como no Quartel-General do Exército, em Brasília, pedindo intervenção das Forças Armadas. À época, a retirada dos manifestantes exigiu a atuação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
Desta vez, o Exército busca evitar novas concentrações semelhantes durante o julgamento. Entre os oito réus do chamado núcleo 1, seis têm carreira militar: o ex-presidente (capitão reformado), os generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o almirante Almir Garnier e o tenente-coronel Mauro Cid. Também respondem no mesmo grupo o ex-ministro Anderson Torres e o deputado federal Alexandre Ramagem. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os integrantes desse núcleo foram responsáveis pelas principais decisões da tentativa de ruptura institucional.
Em Brasília, a segurança será reforçada em diversos pontos da capital. Na Praça dos Três Poderes, o esquema contará com a integração da Secretaria de Segurança Pública do DF e da Polícia Judicial, responsável pela proteção do STF. O tribunal já determinou a proibição de acampamentos e bloqueios no local, e o monitoramento incluirá o uso de drones para ampliar o controle da área.



