
Foto: SEI/Divulgação
Após a oficialização das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, o Governo de Pernambuco solicitou apoio imediato do governo federal em três áreas estratégicas, com o objetivo de minimizar os impactos econômicos no estado.
Segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (31), a medida do presidente norte-americano Donald Trump “gera instabilidade” e pode afetar diretamente as relações comerciais da região.
A gestão estadual defende que a prioridade é proteger os milhares de empregos ligados à atividade exportadora, em especial nos setores produtivos do agronegócio e da indústria. A estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta um prejuízo potencial de até R$ 377 milhões apenas em Pernambuco.
As três frentes de apoio solicitadas ao governo federal são: linhas emergenciais de crédito via Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com condições facilitadas; políticas compensatórias, como estímulo à diversificação de mercados e apoio à exportação; e defesa ativa dos interesses econômicos nordestinos nas negociações com os EUA.
Embora quase 700 produtos tenham sido isentados das tarifas — incluindo minérios de ferro, suco de laranja e celulose — setores como café, frutas e carnes estão entre os mais afetados.
O Consórcio Nordeste também alertou que cadeias produtivas como fruticultura, apicultura, indústria têxtil, calçadista, metalmecânica e automotiva serão duramente atingidas.
O governo estadual afirmou que continuará acompanhando o cenário em articulação com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), reafirmando que “não medirá esforços” para garantir a defesa dos interesses econômicos de Pernambuco.



