
Maior feira de artesanato da América Latina reúne mais de 5 mil artesãos, expositores e empreendedores em Olinda e segue até 19 de julho
A 26ª edição da Fenearte começou nesta quarta-feira (8), no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda. Considerada a maior feira de artesanato da América Latina, a Feira Nacional de Negócios do Artesanato segue até o dia 19 de julho com uma programação voltada à cultura, à tradição e à economia criativa.
Realizada pelo Governo de Pernambuco, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), a edição recebeu investimento de R$ 16 milhões e tem como tema “Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma”.
Neste ano, a feira presta homenagem aos artesãos que trabalham com o couro e transformam a matéria-prima em peças que atravessam gerações, preservando a tradição do Sertão e, ao mesmo tempo, incorporando inovação ao ofício.
A governadora Raquel Lyra visitou os espaços e estandes da feira nesta quarta-feira, acompanhando o início da programação.
A Fenearte reúne mais de 5 mil artesãos, expositores e empreendedores do Brasil e do exterior, distribuídos em aproximadamente 700 espaços de comercialização. Além da venda de produtos, a programação conta com exposições, oficinas, desfiles de moda, gastronomia, rodadas de negócios e outras atividades ligadas à economia criativa.
A diretora-presidente interina da Adepe, Roberta Andrade, destacou que o tema escolhido para 2026 busca valorizar os seleiros pernambucanos e preservar um trabalho que exige habilidade e técnica.
“Cada edição da Fenearte é especial pelas suas peculiaridades. O tema deste ano celebra os Seleiros de Pernambuco e a arte do couro, um trabalho que exige muita habilidade e técnica. O nosso grande objetivo é mostrar o potencial desses artesãos para que essa tradição permaneça viva. A Fenearte se transforma em vitrine, evidenciando o artesanato pernambucano”, ressaltou.
Um dos homenageados desta edição é Irineu do Mestre, de Salgueiro. Para o artesão, o couro possui um significado que ultrapassa sua utilização como matéria-prima.
“O couro é muito mais do que um material, ele representa a segunda pele do vaqueiro. Ver a nossa história sendo homenageada na Fenearte fortalece ainda mais o nosso trabalho. Isso aumenta a nossa responsabilidade de aperfeiçoar a arte que fazemos e de expandi-la para que ela nunca desapareça”, destacou.
A expectativa da organização é superar os resultados das edições anteriores, ampliando o público, a geração de renda e o volume de negócios. A feira também busca fortalecer a visibilidade dos artesãos e promover a cultura pernambucana para visitantes de diferentes regiões do Brasil e de outros países.
“A gente vem trabalhando para fortalecer a Fenearte enquanto a feira relevante que ela é, tanto economicamente, para os artesãos, quanto afetivamente, para os visitantes, e o resultado disso é o aumento do público e dos negócios”, explicou a diretora-executiva da Fenearte, Camila Bandeira.
Com a homenagem aos seleiros e à arte do couro, a 26ª Fenearte coloca no centro da programação um ofício profundamente ligado à história de Pernambuco e, especialmente, à cultura sertaneja, valorizando os homens e mulheres que mantêm viva essa tradição.



