
Gilson Machado protocola, nos Estados Unidos, documento da Valexport em defesa dos interesses dos produtores e exportadores do Vale do São Francisco
O ex-ministro do Turismo e da Cultura e pré-candidato a deputado federal Gilson Machado (PL) entregou, nesta segunda-feira (6), em Washington, D.C., um documento da Associação de Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport) ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
No documento, a entidade solicita que produtos brasileiros, entre eles as uvas de mesa produzidas nos polos irrigados de Pernambuco e da Bahia e exportadas para o mercado norte-americano, sejam excluídos da aplicação da tarifa adicional de 25% prevista na Seção 301. Gilson Machado foi convidado pela Valexport para representar os produtores do Vale do São Francisco nessa pauta junto às autoridades dos Estados Unidos.
Nesta terça-feira (7), o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro participará de uma audiência pública sobre o chamado “tarifaço”. Antes do encontro, Gilson Machado apresentou ao senador os principais argumentos relacionados à importância econômica da viticultura para o Vale do São Francisco.
“A viticultura emprega atualmente entre 28 mil e 30 mil trabalhadores formais apenas na cultura da uva no Vale do São Francisco. Nossa uva não concorre com a produção americana, pois abastece o mercado dos Estados Unidos justamente durante a entressafra deles. Além disso, nossa produção é reconhecida pela qualidade, e os americanos sabem disso”, afirmou Gilson Machado.
Empresário e produtor de coco, o ex-ministro destacou que a mobilização busca proteger os empregos, a produção agrícola e a competitividade das exportações da região diante dos possíveis impactos da nova tarifa.
“Isso é muito mais do que política. Estamos defendendo a economia de Pernambuco, os empregos e a competitividade dos nossos produtores”, reforçou.
A preocupação do setor está relacionada ao peso do mercado norte-americano para a fruticultura do Vale do São Francisco. A eventual cobrança da tarifa adicional poderá aumentar o custo das uvas brasileiras nos Estados Unidos e afetar a competitividade dos produtores de Pernambuco e da Bahia.



