
Animal de 8 anos foi localizado pela tutora com auxílio de outro cão e retirado após militares quebrarem parte da estrutura.
O Corpo de Bombeiros resgatou uma cadela de 8 anos que ficou presa entre duas paredes na tarde da última segunda-feira (29), em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Segundo relatos da tutora, o animal, chamado Bela, assustou-se com o barulho de fogos de artifício disparados durante a partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo. Para realizar a retirada em segurança, a equipe militar precisou quebrar parte de uma das paredes.
A tutora, Eva Marinho, trabalha com transporte de animais e não estava na residência no momento do jogo. Ao retornar, encontrou objetos revirados e notou a ausência da cadela, que pesa cerca de 20 quilos.
“Procurei em todos os locais possíveis ali no quintal onde ela poderia estar. Estava tudo destroçado. Todas as caixas estavam arrebentadas. Tudo o que tinha dentro das caixas, lá no quartinho onde eles ficam, estava espalhado”, relatou.
A localização do animal ocorreu após a sinalização de outro cão da casa. Ao notar que o espaço era estreito e que não conseguiria remover Bela por conta própria, Eva acionou o serviço de emergência. “O outro cachorro que estava com ela olhou para mim e me mostrou onde Bela estava. Ela só estava respirando. Não estava latindo, só estava muito agoniada. No momento em que eu olhei, já percebi que não ia conseguir sozinha”, explicou a tutora.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, duas viaturas de salvamento foram deslocadas para o endereço. Os militares utilizaram técnicas específicas de corte e arrombamento tático para liberar o animal sem causar ferimentos.
Após o resgate, Bela foi acomodada no interior da residência e passa bem. A tutora utilizou o registro das imagens da operação para alertar sobre o impacto que o barulho de artefatos explosivos causa em animais domésticos, apontando que o problema é recorrente na localidade.
“Há mais de 10 anos que eu moro aqui e sempre tem muita bomba, muitos fogos. Já conversei com vizinhos, já tentei conscientizar as crianças”, afirmou Eva, que espera que a divulgação do caso contribua para a conscientização sobre os riscos da prática.



