
Apenas 30% dos trabalhadores permanecem em atividade durante a mobilização.
A adesão de parte dos trabalhadores da limpeza urbana à greve nacional dos garis provocou impactos na coleta de lixo em Petrolina nesta segunda-feira (22). Em meio à intensa movimentação do São João, a redução do efetivo preocupa moradores e pode provocar atrasos na coleta domiciliar em diversos bairros do município.
De acordo com o secretário de Serviços Públicos de Petrolina, Alisson Oliveira, embora Pernambuco não tenha aderido oficialmente à mobilização nacional, parte dos trabalhadores decidiu participar do movimento. Como consequência, dos 13 caminhões normalmente utilizados na coleta de lixo da cidade, apenas quatro deixaram a garagem para realizar os serviços.
“Estamos avaliando quais bairros não vão ter a coleta. Temos 13 caminhões e hoje só saíram do pátio quatro caminhões”, informou o secretário.
A paralisação foi convocada nacionalmente pelos sindicatos da categoria em apoio ao Projeto de Lei nº 4.146/2020, conhecido como PL dos Garis e Margaridas. A proposta busca regulamentar e ampliar direitos dos profissionais da limpeza urbana em todo o país.
Segundo o diretor regional do Sindilimp, Jamay Damasceno, a legislação determina que atividades consideradas essenciais mantenham um percentual mínimo de trabalhadores em atividade durante movimentos grevistas. Por isso, cerca de 30% da categoria segue trabalhando para garantir o atendimento das demandas mais urgentes.
A situação ganhou repercussão nas redes sociais, especialmente por ocorrer durante a realização do São João de Petrolina. Internautas comentaram a redução dos serviços de limpeza e relacionaram o debate à necessidade de investimentos em infraestrutura urbana e serviços públicos.
Em Juazeiro, a paralisação também afetou os serviços de limpeza. O Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), responsável pela gestão da limpeza pública no município, informou que acompanha a situação e avalia medidas para minimizar os impactos causados pela mobilização.
A expectativa é que os serviços sejam normalizados após o encerramento do movimento nacional, enquanto a categoria aguarda avanços na tramitação do projeto que trata dos direitos dos trabalhadores da limpeza urbana.



