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Programação promovida pelo Sindilojas Petrolina e Sertões do São Francisco e Araripe, em parceria com o Sebrae, percorrerá municípios da região levando informações sobre os impactos da reforma tributária para empresários e população.
O Sindilojas Petrolina e Sertões do São Francisco e Araripe
, em parceria com o Sebrae Pernambuco
, está promovendo uma série de palestras em municípios do Sertão pernambucano para discutir os impactos da reforma tributária e orientar empresários, comerciantes e a população em geral sobre as mudanças previstas no sistema de arrecadação do país.
Durante entrevista à Rural FM, o presidente do Sindilojas, Joaquim de Castro, explicou que a iniciativa faz parte de um processo de ampliação da atuação da entidade, que atualmente representa cerca de 20 municípios dos sertões do São Francisco e Araripe.
Segundo ele, anteriormente a atuação sindical estava concentrada em Petrolina, mas a expansão do sindicato dos trabalhadores para cidades da região levou à necessidade de uma representação patronal mais próxima dos empresários do interior.
“Hoje o Sindilojas abrange municípios como Afrânio, Dormentes, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó, Orocó, Belém do São Francisco, Santa Cruz, Santa Filomena e até Jatobá, no Moxotó. Isso aproxima a entidade da realidade local e facilita o atendimento aos empresários”, afirmou.
Joaquim destacou que a reforma tributária representa uma mudança profunda no sistema econômico brasileiro e que os impactos irão atingir não apenas as empresas, mas também os consumidores.
“A reforma não impacta só a empresa. Ela impacta o consumidor, o comércio e toda a economia do país. Por isso é importante que as pessoas entendam o que está mudando”, pontuou.
De acordo com ele, embora a proposta possa reduzir a complexidade tributária ao unificar legislações, não há expectativa inicial de redução da carga de impostos. Pelo contrário, há preocupação com possibilidade de aumento da tributação em alguns setores.
Outro ponto abordado durante a entrevista foi o avanço da fiscalização eletrônica e da formalização da economia. Joaquim ressaltou que a nova estrutura tributária deverá ampliar o controle sobre operações comerciais, exigindo emissão de notas fiscais em praticamente todas as atividades econômicas.
Além da reforma tributária, o dirigente também comentou a proposta de fim da escala 6×1, afirmando que o tema preocupa o setor empresarial, especialmente pequenos comerciantes, devido ao possível aumento de custos operacionais.
As palestras estão sendo realizadas dentro da programação da Semana do MEI do Sebrae e contam também com orientações sobre precificação de produtos. Os encontros são gratuitos e abertos ao público, incluindo empresários, estudantes, contadores, advogados e consumidores interessados no tema.



