Delegado da PF é investigado por furto de iguaria de luxo em supermercado no Recife

O item que motivou a investigação contra o delegado da Polícia Federal Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, é um produto de gastronomia refinada avaliado em aproximadamente R$ 300. O caso ocorreu em um supermercado na Zona Sul do Recife e está sob apuração das autoridades civis e federais.

O Flagrante
Câmeras de segurança do estabelecimento detalharam a dinâmica do ocorrido:

Ação: O delegado retirou o produto da prateleira e o colocou no carrinho.
Ocultação: Ao sentar-se em uma mesa na área da padaria, as imagens mostram Blatt escondendo o item no bolso da bermuda.
Saída: Ele passou pelo caixa, pagou por outras mercadorias e deixou a loja sem registrar o produto em questão.

A Abordagem
Blatt foi interceptado por dois seguranças já na área externa do supermercado. Conduzido de volta ao interior da loja, ele devolveu o item — identificado como um vidro de carpaccio de trufas (lâminas finas de trufas preservadas em azeite). Após a devolução, o delegado passou por uma revista nos bolsos antes da chegada da polícia.

Providências Legais e Administrativas
O caso foi encaminhado à Delegacia de Boa Viagem, onde foi registrado como furto em estabelecimento comercial.

Posicionamento da Polícia Federal: Em nota, a Superintendência da PF em Pernambuco confirmou a abertura de um procedimento disciplinar pela Corregedoria Regional para garantir uma “rigorosa apuração” sobre a conduta do servidor.

O que são trufas?
Diferente dos bombons de chocolate, a trufa envolvida no caso é um fungo subterrâneo extremamente raro e valorizado na culinária mundial. Devido à dificuldade de cultivo e colheita, pequenos frascos da iguaria podem atingir valores elevados no mercado internacional e em empórios de luxo.

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