
Hoje, 21 de setembro de 2025, Petrolina completa 130 anos de emancipação, momento para celebrar conquistas e refletir sobre os desafios superados e os horizontes futuros.
Localizada às margens do rio São Francisco, a cidade transformou o árido em produtivo, o isolamento em conexão e a adversidade em vocação.
Sua história remonta à ocupação indígena, às missões religiosas dos frades capuchinhos e à utilização do rio como rota de transporte. Em meados do século XIX, a Capela de Nossa Senhora Rainha dos Anjos, erguida por Frei Henrique, marcou o início de um povoamento mais estruturado. A “Passagem do Juazeiro” tornou-se freguesia em 1862, o município foi oficializado em 1893 e alcançou a categoria de cidade em 1895.
Petrolina, em conjunto com Juazeiro (BA), forma o pólo de fruticultura irrigada mais relevante do Nordeste, destacando-se na produção de uva e manga que abastecem mercados nacionais e internacionais. A irrigação eficiente, aliada a perímetros como Bebedouro e Senador Nilo Coelho, garante produtividade quase o ano todo, tornando a região referência nacional.
O patrimônio cultural e histórico também é rico: a Catedral do Sagrado Coração de Jesus, em estilo neogótico, e o Museu do Sertão, que preserva tradições sertanejas e a história do cangaço, reforçam a identidade local. A culinária, com pratos típicos como carne de bode, buchada e sarapatel, consolida a cidade como polo gastronômico regional.
Com população expressiva e infraestrutura urbana em expansão, Petrolina investe em educação, saúde, pesquisa e inovação tecnológica, além de projetos de lazer e integração, como a nova orla do rio São Francisco. A cidade recebe migrantes e visitantes, oferecendo oportunidades de trabalho, comércio e turismo, fortalecendo a diversidade cultural e social.
Sustentabilidade hídrica, proteção da Caatinga, inclusão social e desenvolvimento urbano são prioridades que garantem crescimento equilibrado e reconhecimento nacional e internacional, especialmente como exportadora de frutas.
Celebrar 130 anos é valorizar produtores, professores, profissionais de saúde, artistas e gestores que constroem a cidade diariamente. Petrolina nasceu de uma passagem, de uma capela e de agricultores ribeirinhos — hoje, é um lugar de esperança, onde o sertão se transforma em possibilidade concreta.
Parabéns, Petrolina! Que os próximos anos multipliquem oportunidades, solidariedade e orgulho de ser o sertão que dá frutos.
Por Lindomar Negreiros



